Especial Aves

Climatização PODE SER A GARANTIA de maiores rendimentos

03.10.2008
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Sistema de manejo da cortina reflete em queda na qualidade do lote de aves

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Devido ao clima, na re-gião Oeste, as empresas e cooperativas tornaram critério obrigatório aos produtores integrados a construção de aviários dotados de sistema de climatização. Dessa forma, pretende-se ganhar qualidade na carne das aves e também render maior produção ao avicultor. Contudo, muitos, na intenção de economizar energia elétrica, trabalham com o que chamam de manejo de cortina ou sistema aberto. “Em momentos que percebem estar mais fresco, abrem as cortinas e desligam o sistema”, explica o médico veterinário da Copagril, Adriano Ricardo Rodrigues dos Santos.
A medida, aponta Santos, pode até representar economia em energia elétrica. No entanto, reduz a qualidade final do lote de frangos. “O desenvolvimento das aves é bastante inferior se comparado a quem utiliza o sistema totalmente fechado, com climatização”, aponta o veterinário.
Conforme Adriano dos Santos, até para quem utiliza o sistema totalmente automatizado, precisa manter um controle rígido. “Em cada fase do desenvolvimento as aves precisam de uma temperatura específica, mais fria, ou mais quente. Se os cuidados forem tomados, os resultados aparecem. O produtor só precisa observar e programar o sistema”, diz o médico veterinário.

Sanidade
O médico veterinário responsável pelo setor de Avicultura da Agroindustrial Lar, Eugênio Arboit, observa que a utilização do sistema aberto também pode prejudicar a sanidade dos lotes. “Um lote ruim vai prejudicar a sanidade do lote subseqüente. O sistema aberto aumenta o índice de doenças respiratórias nas aves, que ficam mais suscetíveis a uma série de problemas”, aponta.
A climatização, explica Eugênio, também melhora a qualidade do ar para as aves e com a ventilação retira uma série de detritos, renovando o ar constantemente. “Em um ambiente adequado, as aves também se alimentam melhor e o desenvolvimento é mais satisfatório, porque não tem estresse”, explica.
Arboit alerta que o manejo manual dos aviários tem muito índice de erro. “As integradoras não aceitam aviários sem sistema de climatização e o custo já vem incutido nos financiamentos. Mas há produtores que insistem em variar entre a automação e o sistema aberto. Mas, os resultados demonstram que o produtor perde financeiramente com isso”, conclui.

Custos
O gerente de Fomento Avícola da Copagril, Emerson Ibeiro Godinho, destaca que o custo-benefício com a utilização do sistema de climatização é grande. “Não dá para entrar na atividade sem se preocupar com isso. O custo para implantação é relativamente alto, mas o produtor tem financiado a construção de seus aviários e com isso também a climatização”, destaca.
Atualmente, aponta Godinho, o custo de um aviário com capacidade para 23 a 25 mil aves está em aproximadamente R$ 230 mil. “E fazer um investimento tão alto para depois não fazer o manejo correto chega a ser uma contradição”, avalia.
A Copagril não integra produtor que não tenha aviário climatizado e vem fazendo um trabalho para conscientizar o produtor da necessidade de usar o sistema totalmente fechado. Godinho acredita que, com o Programa de Avicultura Noturna (PAN), lançado pelo Governo do Estado, os produtores vão deixar de correr o risco de trabalhar com o sistema de cortina aberta. “É um incentivo a mais. Mas, com certeza, os lucros em cada lote servem como o melhor incentivo. É aplicar para perceber. Quem quer ficar na atividade, aos poucos, não vai ter opção, precisa manter o aviário climatizado”, conclui.

Custo alto
A Agrobona, de Matelândia, produz aquecedores e sistema de ventilação para aviários há cinco anos. A sócia-proprietária, Sônia de Bona, observa que nestes anos se percebe que aumentou a conscientização dos produtores com relação à necessidade de manter uma boa ambientalização nos aviários. “Quando o produtor pensa em construir um aviário já pesquisa preços de climatizadores, conta. Há alguns anos não havia tanta preocupação”, aponta Sônia.
Para a empresária, o produtor está consciente que investir em tecnologia significa ter mais lucros. Mesmo assim, ela aponta que, a princípio, a relutância do produtor esbarra no custo dos equipamentos. “Já mudou muito, mas os custos para implantação do sistema de climatização continua alto. A vantagem é que os financiamentos permitem o pagamento a longo prazo”, menciona.
Para implantar um sistema de climatização, comenta Sônia de Bona, o investimento é de aproximadamente R$ 60 mil. “O que precisa avaliar é o custo-benefício. Além disso, as cooperativas e empresas não integram produtor que não tenha ambiente climatizado”, conclui.

Fonte: O Presente Rural

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