
Convidada para o I Interfeed Leadership Meeting (São Paulo, 11 e 12 de maio), fórum empresarial promovido pelo Sindirações para debater sobre gestão, ameaças e oportunidades da produção animal, a especialista em alimentação animal Daniela Battaglia, diretora da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), observou que nos últimos 24 anos a produção de carne triplicou nos países em desenvolvimento mas que, mesmo assim, o consumo continua concentrado nos países ricos. Ela lembra que os países emergentes produzem mais carne, contudo, população não é beneficiada.
Embora a afirmação seja verdadeira, talvez não seja adequado aplicá-la integralmente ao Brasil. Porque, no país, enquanto a produção quadruplicou e as exportações mais do que setuplicaram (evolução de 309% e de 669%, respectivamente, de 1984 para 2008), a oferta interna triplicou, permitindo que o consumo de carnes dos brasileiros se igualasse ao dos países mais desenvolvidos do mundo – 97,3 kg em 2008, 141% a mais que em 1984.
A ressaltar, entretanto, que esse ganho se deve essencialmente à avicultura. Pois ainda que as exportações de carne de frango tenham aumentado 1.200% nesses 24 anos, a disponibilidade per capita do produto teve um incremento de 369%.
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