Bovinocultura e Grãos

PR investe R$ 10 milhões em programa de microbacias

27.01.2010
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PGAIN é uma atualização do Programa de microbacias, realizado nos anos 80 e que foi considerado na época como o maior programa ambiental do mundo

O Governo do Estado do Paraná repassou, através de convênio para o Programa de Gestão Ambiental Integrada em Microbacias, da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, mais de R$ 10 milhões, que serão utilizados para programas de educação ambiental, recuperação de mananciais e imagens de satélite e no combate à erosão do solo na agricultura paranaense. Outros R$ 952 mil foram destinados através de convênios feitos com 21 municípios que irão auxiliar no processo de conservação de solos e adequação de estradas rurais para evitar os sérios problemas de erosão e assoreamento dos rios e mananciais.

O convênio assinado na Escola de Governo, em Curitiba, pelo governador Roberto Requião, atende nesta primeira etapa os municípios de Pato Branco, Vitorino, Mariópolis, Realeza, Ampére, Santa Izabel, Apucarana, Marilândia do Sul, Luiziana, Corbélia, Santa Mariana, Fernandes Pinheiro, Irati, Lidianópolis, Rolândia, Nova Esperança, Paranavaí, Tomazina, Marechal Cândido Rondon, Xambrê e Cruz Machado. “Na safra de 2009 o Paraná perdeu quase 20% de sua colheita devido à seca. Neste começo de ano, enfrentamos novos problemas climáticos, agora com o excesso de chuvas em determinadas regiões do Estado. E isso tem causado alguns impactos ambientais que acabam prejudicando o agricultor que perde boas áreas de plantio, além da produção”, disse o secretário da Agricultura do e Abastecimento, Valter Bianchini, lembrando que o Estado já foi referência nacional e internacional no sistema de conservação de solos e de microbacias.

Ação integrada
Na avaliação de Valter Bianchini, a ação integrada entre as secretarias de Agricultura, Meio Ambiente, Sanepar e Copel, juntamente com Emater e ainda as prefeituras municipais, é importante neste momento em que o Estado retoma as ações de gestão ambiental integrada em microbacias. “Mas o principal agente deste processo é o próprio agricultor que deve adotar as práticas conservacionistas, auxiliando a combater a erosão, mantendo a conservação dos solos e a fertilidade da terra entre outros aspectos nocivos ao plantio”, afirmou o secretário.
Ele lembrou ainda que alguns agricultores deixaram de fazer a rotação de culturas e os terraceamentos, além de aplicar o sistema de plantio direto de forma incompleta. “Essas práticas agrícolas inadequadas acabam contribuindo para a erosão das terras às margens das estradas”, acrescentou.

Melhor do mundo
O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, lembrou que o PGAIN é uma atualização do Programa de microbacias, realizado nos anos 80 e que foi considerado na época como o maior programa ambiental do mundo. Segundo ele, um dos pontos fortes do Programa é a capacitação - foco da Emater e do IAP que têm sido parceiros em ações municipais de educação ambiental. “E com a participação e experiências de órgãos como a Copel e Itaipu, por meio do Programa ‘Cultivando Água Boa’, conseguiremos garantir a qualidade da água dos nossos rios, córregos e nascentes”, afirmou Rasca.

Pioneer Central

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