
Antes mesmo de iniciado o plantio da soja da próxima safra, técnicos e produtores de Mato Grosso já acenderam o sinal de alerta para a presença da ferrugem asiática, uma das doenças mais temidas na sojicultura. A ferrugem que atacou as plantações do Estado na temporada 2007/08 pode resistir até o início do plantio do ciclo 2008/09.
O temor é explicado principalmente pelo atraso nas chuvas registrado na safra que terminou de ser colhida em junho. Como o fungo causador da doença alastra-se com mais facilidade em ambientes úmidos, foi criado o cenário para o sinal de alerta. “Em regiões em que a chuva normalmente concentra-se em abril, choveu até 1º de junho”, afirma Luiz Nery Ribas, gerente técnico da Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja).
O temor ganhou amplitude ao serem encontrados focos de ferrugem asiática neste mês, em plena vigência do vazio sanitário. Em três anos de adoção da “quarentena”, é a primeira vez que são encontrados focos da doença nesse intervalo, segundo Ribas. “Já passamos de 30 dias de vazio e ainda há ferrugem. É um caso de urgência urgentíssima”, afirma o técnico.
O risco de a ferrugem resistir no vazio sanitário é que ela ataque as plantações mais cedo do que de costume. Segundo o Consórcio Antiferrugem, da Embrapa, na safra 2007/08, de 36 focos no Estado, apenas um foi registrado O Presente em dezembro. A infestação de lavouras bolivianas também preocupa. “O vento pode trazer a ferrugem para cá”, diz Ribas. No Brasil, a ferrugem já causou perdas superiores a US$ 10 bilhões nas últimas seis safras.
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