Especial Suínos

Suinocultura já está de olho nos lucros oferecidos com o Natal

11.11.2008
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Período de festas colabora para o aumento do consumo da carne suína no Brasil

O segmento de suinocultura espera incremento nos negócios de final de ano. Normalmente, a demanda por carne suína aumenta em função do período festivo de dezembro. A estimativa é de crescimento entre 5% e 10% no período, por conta das receitas tradicionais natalinas e de virada de ano.
De acordo com o vice-presidente da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg), José Arnaldo Cardoso Penna, o setor espera incremento não apenas no final do ano e, para isso, as entidades de classe estão incentivando o consumo durante todos os meses que, segundo ele, está mantendo uma certa regularidade. “A demanda ocorre com mais intensidade no final do ano mas as granjas comerciais não pensam apenas nesse período com o objetivo de girar sempre um volume maior”, afirmou.

Aumento do preços
Em função do aumento no consumo, a rede varejista reforça os estoques até o dia 15 de dezembro. Assim que esses estoques estão completos, as granjas começam a passar por redução de demanda que, segundo o dirigente, não tem condição de ser medida. “Em função dessa tendência maior de consumo, as perspectivas apontam para aumentos de preços até o mês de dezembro por causa da formação dos estoques”, explicou.
Com a constituição de estoques, começa a não haver muita disponibilidade de produto no mercado, fazendo com que o preço da carne suína aumente. A tendência é de que a carrne suína comece a sofrer correções semanais ou quinzenais até o final do ano. “Nossa expectativa é que o preço do quilo da carne possa registrar alta entre 10% e 15% até dezembro”, projetou Penna.
Segundo o dirigente mineiro, no Estado, o custo de produção para o segmento está em torno de R$ 2,80 podendo chegar a R$ 3 em algumas regiões, oferecendo uma rentabilidade ao produtor que varia entre 12% e 15%. “A suinocultura está encontrando dificuldade com os custos com vitaminas e minerais para alimentação animal que são importadas. O milho agora está estabilizando e a soja já apresenta queda entre 5% e 10%”, explicou.
No país, as exportações nos últimos meses desse ano atingiram a marca de 375 mil toneladas, com perspectiva de chegar a 610 mil toneladas no decorrer do exercício.

Fonte: O Presente Rural

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