
O empresário João Eduardo Ramalho, do grupo Radar/Fribrasil, vê com indignação a polêmica que envolve a implantação do frigorífico de suínos em Marechal Cândido Rondon. Para ele, a denúncia anônima junto ao Ministério Público do Paraná, em Curitiba, e ao governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), é uma iniciativa de pessoas que não têm conhecimento de causa e parecem torcer contra o investimento. “Estamos fazendo investimentos com recursos da própria empresa, 70% superiores ao que foi previsto no projeto inicial. Os investimentos com a obra, já em execução, giram em torno de R$ 15 milhões. Levando em conta o projeto total, com a integração dos produtores, com uma fábrica de ração, que pode ser alguma já instalada na região, armazéns para guardar os grãos destinados à produção de ração, ampliação do plantel de suínos por parte dos produtores, além de outros itens, os investimentos devem chegar à ordem de R$ 120 milhões”, revela o empresário.
Para Ramalho, está havendo uma tentativa política no sentido de distorcer os fatos. Ele acentua que a implantação do frigorífico de suínos da Radar/Fibrasil é o único investimento, através do Fundo Municipal de Desenvolvimento (FMD), que passou por um processo de concorrência pública no município. O industrial destaca que o processo licitatório ocorreu de forma transparente e que a sua empresa preencheu todos os requisitos necessários, exigidos no edital. “As condições de escoamento, com acesso por rodovia asfaltada, engenheiros com conhecimento técnico na área específica, a geração de empregos, a aquisição de área suficiente para as obras físicas e as lagoas de tratamento, as especificações técnicas, a contrapartida e as garantias para o empréstimo são itens que o grupo Radar/Fribrasil cumpriu à risca, conforme determinação do projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores”, observa.
O empresário revela que só as obras de construção do frigorífico, contratadas junto a empresas rondonenses, geram atualmente em torno de 70 empregos. Segundo ele, quando a indústria estiver implantada serão gerados 450 empregos diretos, além de mais de 1,5 mil indiretos, para o abate de 1,6 mil suínos por turno de oito horas. “Para isso, deveremos ter nas propriedades rurais do município e da região um plantel de 180 mil suínos. Em conseqüência, Marechal Rondon deverá passar para o 1º lugar no Paraná em produção de suínos, gerando renda para o produtor, empregos para os trabalhadores e retorno de ICMS para o município”, destaca.
O complexo, diz Ramalho, na área adquirida às margens da BR163, próxima à Vila Rural e Novo Horizonte, compreenderá 10 mil m² de área construída, 20 mil m² de lagoas de tratamento de efluentes, 20 mil m² de pavimentação asfáltica interna, entre outras.
Ao observar estes dados, o industrial lamenta perceber que há forças contrárias ao andamento do projeto. Para ele, alguma força política está dificultando a liberação dos recursos do FMD. Ele diz possuir a informação de que a Câmara Municipal estaria “engavetando” um projeto do Executivo Municipal versando sobre dotação orçamentária para a liberação do dinheiro. “É preciso deixar bem claro”, diz Ramalho, “que nós estamos investindo dinheiro próprio, da nossa empresa, inicialmente na casa de R$ 15 milhões. Nós não somos políticos e não temos nada a ver com as eleições. Estamos em Marechal Cândido Rondon porque acreditamos no projeto, que foi aprovado pelos vereadores, a partir de uma iniciativa inteligente da Acimacar, da Associação Municipal de Suinocultores (AMS) e da Câmara de Vereadores, que encaminhou requerimento ao Poder Executivo para que este concedesse incentivos para alavancar a suinocultura no município.
O dinheiro do FMD não é uma doação, e sim um empréstimo de R$ 4 milhões. Também teremos que devolver os valores relativos à terraplanagem e outros serviços, incentivos que foram dados a outras indústrias que se instalaram em Marechal Rondon, mas que a maioria dos vereadores não aprovou que fossem oferecidos à nossa empresa. Nós demos todas as garantias. Estamos investindo, com dinheiro próprio, mais de R$ 11 milhões”, ressalta.
Fonte: Jornal O Presente
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