
Até o início de 2009 a Copel deverá começar a comprar energia gerada em biodigestores a partir de dejetos animais. O projeto-piloto de ligar uma unidade de geração autônoma à rede da Copel foi concluído com sucesso na Granja Colombari, em São Miguel do Iguaçu, e já teve aprovação de técnicos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O detalhamento do programa de geração descentralizada de energia foi feito a integrantes da Comissão Técnica de Suinocultura da FAEP, dia 6 de novembro, em Curitiba. Explicaram o projeto os superintendentes da área de energias renováveis da Copel, Francisco José Alves de Oliveira, e de Itaipu, Cícero Bley Júnior. Além da Granja Colombari, outras cinco unidades geradoras participam do programa experimental no Oeste do Paraná, entre elas cooperativas, uma granja leiteira e uma estação de tratamento de esgoto da Sanepar.
O projeto, pioneiro no País, traz vantagens sob vários aspectos. Os suinocultores podem ter uma “conta de luz” invertida – em vez de pagar, receberão da Copel pela energia gerada. A empresa, em contrapartida, aumentaria sua oferta de energia no mercado. Mas o maior benefício deve ser ambiental: os dejetos animais seriam transformados, evitando que acabem poluindo rios, lagos e reservatórios.
Francisco de Oliveira, da Copel, disse que o processo é complexo, por que tudo o que envolve energia elétrica exige cuidados técnicos, em função do perigo da alta voltagem. “Mas a experiência na granja Colombari demonstra que, com o devido acompanhamento técnico, é possível a ligação das unidades à rede, sem expor ninguém a risco de vida”.
Avicultura
No mesmo dia, 6 de novembro, as comissões técnicas da FAEP de Suinocultura e Avicultura se reuniram na federação. No encontro dos avicultores, o pesquisador da Embrapa, Ademir Girotto, falou sobre a finalização dos modelos de planilhas de custo, adaptadas às peculiaridades de cada região produtora. Discutiu-se, também, o andamento das negociações com as indústrias integradoras para definir planilhas referenciais para o estado. As comissões técnicas seguem, assim, o planejamento de ações estabelecido em março, que embasa os posicionamentos da FAEP nas questões de interesse dos produtores rurais.
Fonte: Boletim Informativo - FAEP
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