Especial Suínos

Brasil visa novos mercados para suínos em 2009

04.02.2009
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Presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto: “O ano de 2009 tem tudo para ser o grande ano de aberturas de mercados”. Foto: Arquivo O/P
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Podem se abrir à carne suína brasileira: China, Japão, EUA, Filipinas, África do Sul e União Européia

Apesar da derrapada das exportações de carne suína no último trimestre de 2008 por causa da crise financeira internacional, as perspectivas para este ano são positivas e os embarques podem voltar a crescer, avalia Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).
Seu otimismo, que pode parecer extemporâneo diante do quadro de crise, tem uma razão: a possibilidade de abertura de novos mercados neste ano. “O ano de 2009 tem tudo para ser o grande ano de aberturas de mercados”, afirma.

Potenciais
Só com quatro novos mercados em potencial - China, Japão, EUA e União Européia -, o Brasil poderia exportar cerca de 900 mil toneladas a mais por ano em dez anos, segundo cálculos de Camargo Neto com base em estimativas da FAO - agência para agricultura e alimentação das Nações Unidas - sobre a importação dessas regiões.
No ano passado, o Brasil exportou US$ 1,48 bilhão em carne suína, 20% mais que em 2007. Em volume, porém, houve queda de quase 13%, para 529 mil toneladas. A Abipecs havia estimado vendas de 600 mil toneladas, repetindo 2007, mas nos últimos dois meses do ano passado, principalmente, os embarques caíram 50%. Boa parte dessa queda se deveu à redução das vendas para a Rússia, um dos países mais afetados pela crise. Em 2008, as vendas ao país caíram 19%, para 225,79 mil toneladas.

Urgência
Para Camargo Neto, a crise financeira torna ainda mais urgente a necessidade de abertura de novos mercados. E de reduzir a de dependência do mercado russo. Entre os países que podem se abrir à carne suína brasileira estão China, Japão, EUA, Filipinas e África do Sul, neste último caso uma reabertura, além da União Européia.
No caso da China, após vinda de missão em novembro, falta aprovar regiões produtoras e estabelecimentos de abate e processamento, segundo Camargo. “É essencial que o governo brasileiro sinalize interesse e prioridade conseguindo acelerar o processo junto ao órgão sanitário chinês”. A estimativa é de que o país tem potencial para importar 105 mil toneladas por ano do Brasil.
Ele também está otimista com os EUA, que está concluindo a análise de risco para carne suína do Brasil. Os próximos passos são análise econômica e consulta pública. Na avaliação do executivo, a abertura dos EUA - cujo potencial de compra anual é de 84 mil toneladas - poderia abrir caminho para o suíno brasileiro em outros mercados.

Fonte: Jornal O Presente Rural

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