
O governo russo habilitou oficialmente dois frigoríficos de Santa Catarina a exportar carne suína in natura para o país. A informação foi confirmada dia 24 de junho pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura (Mapa), Inácio Kroetz, que já comunicou a inclusão aos dirigentes das empresas. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, havia antecipado a abertura do mercado russo para a carne suína brasileira quando esteve em missão oficial na Rússia, no início do mês.
A habilitação dos frigoríficos vem depois de quatro anos de embargo, quando ocorreram focos de febre aftosa no Brasil. As unidades que agora poderão vender para a Rússia fazem parte dos nove frigoríficos auditados pelo Ministério da Agricultura, a pedido do serviço veterinário russo, e devem passar por avaliações complementares.
A reabertura do mercado de suínos de Santa Catarina para a Rússia reflete a relação de confiança entre os serviços veterinários dos dois países, tendo em vista que, pela primeira vez, a aprovação ocorre sem a inspeção de técnicos russos in loco, disse Kroetz, por meio de nota divulgada pelo Ministério.
Apesar do embargo aplicado à carne suína de Santa Catarina, o Estado já é, há algum tempo, reconhecido pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação. No entanto, somente agora a Rússia reconhece o fato, iniciando o processo de habilitação dos frigoríficos catarinenses.
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