
Para reprodução nas granjas, são buscados cachaços ou seus sêmens do mais alto padrão genético. Por isso, esses animais requerem cuidados especiais, para que seu desempenho seja a contento. Dessa forma, a nutrição dos cachaços precisa ser diferenciada para atender a função específica de produzir sêmen em volume e qualidade, exigindo dietas nutricionais balanceadas. Segundo o consultor em nutrição da DB-DanBred, zootecnista Moacir Afonso Oliveira Furtado, além da energia, proteína, vitaminas e minerais necessários à manutenção de qualquer animal, a produção de sêmen requer atenção especial sobre certos nutrientes da dieta. Ele expõe que os reprodutores, então, têm carência maior em cálcio, fósforo e biotina para fortalecimento dos ossos e cascos; de selênio e vitamina E, que são antioxidantes celulares e, portanto, importantes para a motilidade, longevidade e capacidade de fertilização dos espermatozóides; de vitamina C como antioxidante e de suma importância durante situações de estresse, como por exemplo, temperaturas altas; e ainda de Zinco, juntamente com outros microminerais, importantes no processo de espermatogênese (síntese de espermatozóide). Também há necessidade diferenciada de ácidos graxos, nutrientes essenciais na formação e manutenção dos hormônios sexuais responsáveis pelo processo de produção do sêmen, acrescenta o zootecnista.
Interferência
O consultor da DB-Danbred ressalta que carências nutricionais podem interferir na libido dos reprodutores. “Qualquer variável que atinja o bem-estar dos reprodutores interfere na libido e na qualidade do sêmen. A quantidade e a qualidade do sêmen estão diretamente relacionadas ao equilíbrio dos nutrientes oferecidos aos animais. A energia da ração, por exemplo, influencia o volume produzido”, explica o profissional.
Furtado expõe que o arraçoamento precisa ser diferenciado entre animais mais jovens e mais velhos, devido à necessidade de cada fase. Os animais mais jovens, explica, são mais exigentes por estarem em fase de crescimento. Os animais adultos, apesar de estarem produzindo sêmen, têm menor exigência. Outro detalhe a ser observado, pondera o zootecnista, é o peso dos machos reprodutores. “Todo animal precisa ter seu peso controlado. No caso dos reprodutores, ainda mais, pois o escore corporal fora do ideal, interfere na libido do animal. Existe uma classificação para o escore corporal, na qual o ideal para um reprodutor em produção situa-se entre as posições 2,5 e 3", comenta.
A aplicação de uma dieta falha na alimentação dos machos reprodutores, adianta o consultor, vai acarretar em prejuízo na qualidade e no volume de sêmen produzido. “Existem rações prontas para reprodutores no mercado brasileiro, contudo, não temos comprovação se atendem às necessidades dessa linha de animais”, pontua Moacir Furtado.
Consumo
O zootecnista da DB-Danbred informa que há uma média de consumo de ração necessária aos cachaços. Via de regra, para as rações usuais destinadas à categoria se recomenda 3,0kg e 2,5kg por dia, para animais em crescimento e adultos, respectivamente.
Por fim, quanto aos aspectos que influenciam no consumo da ração, em se tratando de machos reprodutores, Furtado cita a palatabilidade da ração, o equilíbrio nutricional da ração, saúde do animal, condições de ambiente, principalmente, a temperatura, qualidade, quantidade e temperatura da água de bebida e presença de fatores estressantes.
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